A história não é um arquivo, ou relicário de memórias evocadas: seria de pouco préstimo. Ao contrário. A história é uma criação contínua da vida. Além do documento, que aparece todos os dias, alterando o juízo, esse juízo, com o mesmo documento, muda com as gerações, dada a sensibilidade diferente das gerações sucessivas… A evocação deve ser animada para ser ressurreição. Daí o dito razoável de historiador contemporâneo, Jacques Bainville: de vinte em vinte anos devia-se reescrever a história.

História do Brasil

Escrito numa prosa sóbria, que conquista o leitor com seus efeitos plásticos, Retrato do Brasil expõe cruamente as nossas mazelas e nos faz refletir sobre os nossos defeitos de formação e a tendência para a retórica na política, que, absorvendo as energias, adia o enfrentamento da questão social. 

Retrato do Brasil

O livro que o eventual leitor acaba de abrir é um documento histórico essencial para quem queira entender o que foi a escravidão no Brasil. Escrito antes de 1888, por autor declaradamente contra ela, chega a chocar, por se tratar de uma discussão jurídica sobre a escravidão, em tempos em que era legal e, portanto, objeto de controvérsias em tribunais, como qualquer questiúncula relativa à propriedade. Sim, porque o escravo representava um bem e era tido como tal. Mas havia nuances. E é disto que a obra se ocupa.

A Escravidão do Brasil

Este trabalho discute a relação entre doença e cotidiano no Recife, em 1856. Aborda a
propagação do cólera pelo mundo, o ambiente que encontrou na cidade e as estratégias
utilizadas por médicos, autoridades provinciais, religiosos e pelos habitantes para lidar com a
doença. Como fenômeno social, a epidemia foi capaz de mobilizar diferentes setores da
população, acentuando conflitos e aflorando sentimentos que produziram impactos sobre as
atividades cotidianas e o imaginário local.

A catástrofe que atingiu  Vitória de Santo Antão em 1856.

CÓLERA MORBUS